terça-feira, 13 de julho de 2010

Outra... Hoje!

Hoje não me apetece o Mundo!

Acordei após quatro horas de sono e parece que ainda me encontro no seio de um sonho lento e pachurrento... hoje não tenho vontade de viver com vitalidade e vigor... Parece que tudo se move lentamentente, não em torno de mim, hoje tudo é exterior e não me afecta! Hoje estou só comigo (e não tenho vontade de estar com mais ninguém).

Estranha esta sensação de quem não sabia viver só e agora, encontra o maior conforto nos momentos apenas consigo mesma! Será real esta sensação de bem estar? Será sincera ou apenas um refúgio de olhares indiscretos e repugnantes? Ainda não sei responder... Talvez um dia, quando me sentir em baixo no meu canto ou reflorescer comigo só!

Tento descobrir porque prefiro, ultimamamente, a companhia de um livro à de um ser Humano... mais uma vez, a ambivalência reina... protecção ou real prazer?! Não sei, novamente! Mas, também, para quê +pensar demasiado em questões sem resposta imediata?

15 Junho 2010

Estar á espera... Sei bem de quê, ou de quem, mas não sei o porquê!?

Esperar o desconhecido que nunca sabemos se acontecerá, apenas se esperarmos! Sei que estou a ser tola e romenacista, tenho frio e o meu corpo diz para rumar a casa onde estarei mais quente, mas bem lá dentro sei que a espera vai fazer-me sentir melhor mesmo sem quiasquer frutos! Não gosto de partir na inceteza do desconhecido... prefiro confirmar que eram apenas desejo e imaginação minhas!

Gosto de esperar quando tenho companhia, quando estou entretida (entretida não será a palavra mais adequada, poir esta minha companha de hoje dá-me real prazer e não me entretém apenas).

Tenho medo do sítio onde estou, sentada em cima de um muro alto, com medo de cair... Mas até que ponto esta espera não será também isso mesmo!? Uma vontade enorme de me manter assim, apesar de não saber se vou cair!? Sentir-me insegura faz-me sentir viva, com força...

Está muito vento, estou com medo e já é tarde... vou partir para o conforto do meu quarto, tomar
um banho e mudar de personagem!

domingo, 27 de junho de 2010

Uma daquelas noites pela manhã...

Há pessoas que não conhecem a minha forma de viver e, por isso, não a sabem compreender nem tão pouco respeitar...a liberdade não está simplesmente em fazer o que temos vontade, mas sim naquilo que não invalida a liberdade dos outros...a minha maneira é minha, mas não limita mais ninguém (apesar de, ás vezes, ter vontade)!

A minha maneira é só minha... sou eu! A minha liberdade e seus limites (limites em algo que é livre??) sou eu que defino, é só meu! Quem não percebe, que siga o seu rumo, pf!

Porque eu tenho necessidade de ser livre como uma folha de papel que voa ao vento, tenho que ter asas e andar sempre em frente... olhar para trás é crescer! Quero ter pessoas que desaparecem da minha vida mas me ensinam a voar, sem nunca me cortar as asas “libre como el aire”! Livre, mas á minha maneira, respirar do ar que me faz sentir a vida, á minha maneira, ser eu mesma! Tudo á minha maneira, porque á dos outros não é a MINHA VIDA! Não consigo ser a vida de mais niguém... sufoca-me... sou claustrofóbica!

Gosto de me mover ao meu ritmo, com a minha suavidade (seja ela, ou não, demasiado agressiva para alguns), mas tem que ser intensa e partilhada! As asas são minhas e quem não as abraça não tem o (des)prazer de viver debaixo do meu carinho!

Uma dança contemporânea que me faz mover... ao meu som, na minha melodia, no meu movimento próprio...

Gosto de mim, gosto da minha maneira, gosto de ser assim... decidida, confiante, plena no meu ser! Mas sou só eu!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Perdida


Hoje olhei em volta e apercebi-me que muita gente me rodeava, mas... que, na realidade, eu me tinha perdido de mim própria! Do meu corpo, da minha alma... que andava numa busca tão incessante de novas vivências e realidades, que me tinha perdido no meo de todas elas! Onde estou eu!? Nem eu própria sei! Já me perdi outras vezes, não é fácil encontrarmo-nos novamente...

Está na hora, o buscar todos os outros seres é bom, mas não se torna saudável quando realizado em demasia...

Preciso parar, preciso encontrar-me... ajudas-me!? Dizes-me novamente quem sou!?

Sim, estou a pedir-te ajuda!

(an)Danças


Porque por vezes, apenas sabemos que estamos a caminhar... mesmo não sabendo em que direcção, qual o rumo (muito menos o caminho ou as pedras da calçada que pisamos)!

Pode ser certo, pode ser errado... Pode parecer um jogo em que somos um pião ou até mesmo uma empresa de eventos que dirigimos... mas é isso mesmo a que se chama "vida"!

Decidi tomar esse caminho, decidi dar passo por passo pensando apenas no essencial, no caminhar!


"Life is real"

Ayo

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O mais belo do Ser Humano é a capacidade de voar para o transcendente... A psiquiatria tem início quando lhe magoam ou cortam as asas!

É extremamente inquietante quando a pessoa perde a noção de tudo o que foi, daquilo que é agora…
Pessoas com vivências extremamente enriquecedoras, com vidas ricas e plenas… De repente, há um estímulo externo que lhes é entendido como negativo e é despertada uma perturbação mental!
Tudo perdem, todo aquele pensamento sequenciado é abandonado e a vida necessita iniciar-se novamente, mesmo já existindo rugas que indicam existir uma vida anterior rica em experiências…

Tive oportunidade de partilhar experiências, entre conversas confusas e salteadas (que a dado momento nem nós sabemos realmente do que falamos)… seres inteligentes, passíveis de divindade… mas que perderam todo o sentido da vida!

Desejo infindável este de conseguir construir de novo aquele puzzle que se desfez de repente…

O Humano não sabe o seu valor real!

Hoje houve diversas vivências que me fizeram pensar acerca das capacidades do Ser Humano…
Damos, cada vez mais, importância à saúde, mas apenas a uma saúde física, a um bem-estar adquirido por uma ausência de dores… Mas muitas vezes é esquecida a saúde mental! Será mais importante não ter aquela dor incomodativa na perna ou pensar correctamente?
A essência do Ser Humano reside na sua capacidade de conhecimento, de pensamento, de raciocínio, de sentir de uma forma consciente… mas ele não sabe reconhecer como normal (ou melhor, não sabe aceitar) quando alguma dessas valências está em défice ou não existe mesmo! Se uma pessoa tem uma deficiência física que apenas lhe permite mover-se de cadeira de rodas, a sociedade aceita-a e constrói estruturas próprias para essa pessoa se movimentar, se existe uma pessoa com uma doença psiquiátrica grave que vive na rua e pede dinheiro nas vielas toda a sociedade a olha de lado e vê como uma ameaça no seu caminho! Não são pessoas aceites, são sim rejeitadas!
Tal facto demonstra a falta de reconhecimento que o Humano tem de si próprio, mostra a sua ignorância e o valor que não dá a si próprio!