É extremamente inquietante quando a pessoa perde a noção de tudo o que foi, daquilo que é agora…
Pessoas com vivências extremamente enriquecedoras, com vidas ricas e plenas… De repente, há um estímulo externo que lhes é entendido como negativo e é despertada uma perturbação mental!
Tudo perdem, todo aquele pensamento sequenciado é abandonado e a vida necessita iniciar-se novamente, mesmo já existindo rugas que indicam existir uma vida anterior rica em experiências…
Tive oportunidade de partilhar experiências, entre conversas confusas e salteadas (que a dado momento nem nós sabemos realmente do que falamos)… seres inteligentes, passíveis de divindade… mas que perderam todo o sentido da vida!
Desejo infindável este de conseguir construir de novo aquele puzzle que se desfez de repente…
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
O Humano não sabe o seu valor real!
Hoje houve diversas vivências que me fizeram pensar acerca das capacidades do Ser Humano…
Damos, cada vez mais, importância à saúde, mas apenas a uma saúde física, a um bem-estar adquirido por uma ausência de dores… Mas muitas vezes é esquecida a saúde mental! Será mais importante não ter aquela dor incomodativa na perna ou pensar correctamente?
A essência do Ser Humano reside na sua capacidade de conhecimento, de pensamento, de raciocínio, de sentir de uma forma consciente… mas ele não sabe reconhecer como normal (ou melhor, não sabe aceitar) quando alguma dessas valências está em défice ou não existe mesmo! Se uma pessoa tem uma deficiência física que apenas lhe permite mover-se de cadeira de rodas, a sociedade aceita-a e constrói estruturas próprias para essa pessoa se movimentar, se existe uma pessoa com uma doença psiquiátrica grave que vive na rua e pede dinheiro nas vielas toda a sociedade a olha de lado e vê como uma ameaça no seu caminho! Não são pessoas aceites, são sim rejeitadas!
Tal facto demonstra a falta de reconhecimento que o Humano tem de si próprio, mostra a sua ignorância e o valor que não dá a si próprio!
Damos, cada vez mais, importância à saúde, mas apenas a uma saúde física, a um bem-estar adquirido por uma ausência de dores… Mas muitas vezes é esquecida a saúde mental! Será mais importante não ter aquela dor incomodativa na perna ou pensar correctamente?
A essência do Ser Humano reside na sua capacidade de conhecimento, de pensamento, de raciocínio, de sentir de uma forma consciente… mas ele não sabe reconhecer como normal (ou melhor, não sabe aceitar) quando alguma dessas valências está em défice ou não existe mesmo! Se uma pessoa tem uma deficiência física que apenas lhe permite mover-se de cadeira de rodas, a sociedade aceita-a e constrói estruturas próprias para essa pessoa se movimentar, se existe uma pessoa com uma doença psiquiátrica grave que vive na rua e pede dinheiro nas vielas toda a sociedade a olha de lado e vê como uma ameaça no seu caminho! Não são pessoas aceites, são sim rejeitadas!
Tal facto demonstra a falta de reconhecimento que o Humano tem de si próprio, mostra a sua ignorância e o valor que não dá a si próprio!
domingo, 23 de novembro de 2008
Mais uma viagem...

Mais uma viagem, mais kilómetros para o meu contador cerebral...
Não sei onde fui descobrir este prazer imenso em coleccionar kilometros... Tal como os carros apresentam o conta kilometros no tablier e os seus condutores anseiam que estes não passem de forma que o seu automóvel não desvalorize, eu desejo que este meu conta kilómetros continue a somar... até obter uma rodagem inexplicável e consiga realmente aumentar o meu volume cerebral para uma visão tão ampla que não se consiga distinguir o seu final...
Caminho para o Porto, desta vez num meio de transporte diferente! Usualmente é a rede de expressos a minha eleita, mas desta vez tinha que trabalhar e os enjoos nos autocarros não me permitem sequer olhar para uma letra! Estou num confortável Intercidades, que treme treme por entre carris...
Sinto a minha própria vida sobre uns carris... mas estão tão dispersos! Muitas vezes caminho na mesma direcção, visito as mesmas cidades (Porto, Évora, Aveiro), no entanto há sempre algo novo que me fascina, sempre uma nova descoberta naquela paisagem tão familiar... Isso alimenta-me, confere uma hidratação vital à minha alma, dá-lhe força e energia para continuar a caminhar mais...
Por vezes não compreendo esta sede incessante de caminhar por visões novas (talvez por não querer, realmente) tenho vontade de conhecer novas “gentes”, novos lugares (mesmo sendo no mesmo sítio), novos caminhos... Provavelmente o meu desejo será o de descobrir relamente o meu caminho, através do conhecimento de mentalidades diferentes, de formas distintas de encarar a vida e vivê-la...
As pessoas à minha volta não compreendem este “estranho modo de vida” e, apesar de não o fazerem de uma forma intencional, acabam por me julgar e condenar por não ser apenas “normal, vulgar" (fútil até, talvez)! Por gostar realmente delas e sentir todo o apresso e carinho, acabo por repensar também “o que andarei eu a fazer?” e, assim, acabo por procurar um sentido para toda esta minha agitação, toda esta sede de tantas coisas (e nada...)! A conclusão final a que cheguei há uns dias foi exactamente de me estar a construir enquando pessoa inserida numa sociedade e até mesmo como ser humano... tal construção necessita uma investigação prévia, de forma que, à posteriori, a colocação dos “tijolos” seja feita de forma ordenada segundo o efeito desejado... Não quero tornar-me qualquer tipo de obra arquitectónica, mas também não anseio ser um mamarracho qualquer sem utilidade nenhuma!! Desta forma, “just keep on going...” vou continuando a procurar novas formas de vida, novas formas de pensar, novas formas de ser... para depois conseguir fazer uma parede laranja, com um chão de verde relva e umas enormes janelas transparentes que permitam continuar a modificar-me a cada segundo...
Não sei onde fui descobrir este prazer imenso em coleccionar kilometros... Tal como os carros apresentam o conta kilometros no tablier e os seus condutores anseiam que estes não passem de forma que o seu automóvel não desvalorize, eu desejo que este meu conta kilómetros continue a somar... até obter uma rodagem inexplicável e consiga realmente aumentar o meu volume cerebral para uma visão tão ampla que não se consiga distinguir o seu final...
Caminho para o Porto, desta vez num meio de transporte diferente! Usualmente é a rede de expressos a minha eleita, mas desta vez tinha que trabalhar e os enjoos nos autocarros não me permitem sequer olhar para uma letra! Estou num confortável Intercidades, que treme treme por entre carris...
Sinto a minha própria vida sobre uns carris... mas estão tão dispersos! Muitas vezes caminho na mesma direcção, visito as mesmas cidades (Porto, Évora, Aveiro), no entanto há sempre algo novo que me fascina, sempre uma nova descoberta naquela paisagem tão familiar... Isso alimenta-me, confere uma hidratação vital à minha alma, dá-lhe força e energia para continuar a caminhar mais...
Por vezes não compreendo esta sede incessante de caminhar por visões novas (talvez por não querer, realmente) tenho vontade de conhecer novas “gentes”, novos lugares (mesmo sendo no mesmo sítio), novos caminhos... Provavelmente o meu desejo será o de descobrir relamente o meu caminho, através do conhecimento de mentalidades diferentes, de formas distintas de encarar a vida e vivê-la...
As pessoas à minha volta não compreendem este “estranho modo de vida” e, apesar de não o fazerem de uma forma intencional, acabam por me julgar e condenar por não ser apenas “normal, vulgar" (fútil até, talvez)! Por gostar realmente delas e sentir todo o apresso e carinho, acabo por repensar também “o que andarei eu a fazer?” e, assim, acabo por procurar um sentido para toda esta minha agitação, toda esta sede de tantas coisas (e nada...)! A conclusão final a que cheguei há uns dias foi exactamente de me estar a construir enquando pessoa inserida numa sociedade e até mesmo como ser humano... tal construção necessita uma investigação prévia, de forma que, à posteriori, a colocação dos “tijolos” seja feita de forma ordenada segundo o efeito desejado... Não quero tornar-me qualquer tipo de obra arquitectónica, mas também não anseio ser um mamarracho qualquer sem utilidade nenhuma!! Desta forma, “just keep on going...” vou continuando a procurar novas formas de vida, novas formas de pensar, novas formas de ser... para depois conseguir fazer uma parede laranja, com um chão de verde relva e umas enormes janelas transparentes que permitam continuar a modificar-me a cada segundo...
Não quero definir quem sou, quero apenas ser uma união de seres que considero divinos e criar o meu próprio Eu, segundo o que acredito e irei descobrir...
22 Novembro 2008
13h35
22 Novembro 2008
13h35
Enquanto fumava aquele último cigarro... remember?
Fumo o últmo cigarro... sinto necessidade de escrever... rever o dia, fazer uma retrospectiva completa... do dia, da noite, de cada momento!
Centro-me na noite, centro-me em ti... oiço músicas que, habitualmente, soam enquanto te escuto a uma distância incalculável, uma distância não apenas física, uma distância que me quebra os movimentos, que impede as acções que o meu corpo pede...
Estou mais perto, sinto que te posso ver a cada impulso que a alma solicita... descubro “a casa onde posso adormecer”, descubro que este sentimento que surgiu, que evolui a cada instante é real... transforma-se num abraço, perde-se num beijo... sinto tantos arrepios quando me tocas! Que estranhas sensações que no meu corpo provocas... que estranho vício este que descobri! Desfoco todas as realidades que me circundam, apenas sinto a tua presença... Não me consigo centrar em qualquer outra realidade, apenas em ti! E que realidade és tu?! Não sei, não entendo, não compreendo... Todos estes passos comuns, tantas demonstrações de carinho, tantas partilhas de realidades... tantos passos conjuntos... e não existiu um qualquer momento em que sentisse que essas pisadas eram as mesmas, não houve situação alguma em que achasse que existiam realidades e valores pessoais que se perdessem... sempre tudo tão presente, o “eu” de cada um, e este “nós” que se criou! Sabes bem quem és tu, tal como eu sei quem sou eu... no entanto, construímos este Mundo comum, onde nenhum de nós se perdeu, mas nos perdemos juntos a cada momento...
Não há palavras, não o sei descrever... não posso chamar-lhe paixão, não posso chamar-lhe amor... apenas posso dizer que é algo tão nosso! Tão teu, tão meu... contigo sinto que não vou cair nesse poço fundo onde me perco e do qual não consigo sair... NÃO! Sinto que, a cada momento, encontro um pouco mais de mim, descubro mais e mais... e sinto que sentes o mesmo, o que me dá força e alento para viver esta bela estória!
Dás-me a mão com um vigor que me sinto segura... apertas o meu corpo contra o teu de uma forma que me sinto dominada... abraças-me com tamanha ternura que sinto uma paz que vez alguma senti, senão nos braços da minha mãe... beijas-me de uma forma tão forte que sinto todo o calor do teu corpo, no fogo que percorre o meu...
Tanto em simultâneo, tantas sensações, tantos sentimentos...
AGARRA-ME, não me largues... não quero sair deste sonho que és tu... Quero-te, desejo-te, dou-te a mão, partilho o ar contigo, caminho ao teu lado de olhos postos no percurso, sem cessar... alcanço-te, abraço-te, beijo-te, aperto-te... NÃO TE VOU LARGAR!
Quem és tu, ser maior?
12 Mai. 08
Centro-me na noite, centro-me em ti... oiço músicas que, habitualmente, soam enquanto te escuto a uma distância incalculável, uma distância não apenas física, uma distância que me quebra os movimentos, que impede as acções que o meu corpo pede...
Estou mais perto, sinto que te posso ver a cada impulso que a alma solicita... descubro “a casa onde posso adormecer”, descubro que este sentimento que surgiu, que evolui a cada instante é real... transforma-se num abraço, perde-se num beijo... sinto tantos arrepios quando me tocas! Que estranhas sensações que no meu corpo provocas... que estranho vício este que descobri! Desfoco todas as realidades que me circundam, apenas sinto a tua presença... Não me consigo centrar em qualquer outra realidade, apenas em ti! E que realidade és tu?! Não sei, não entendo, não compreendo... Todos estes passos comuns, tantas demonstrações de carinho, tantas partilhas de realidades... tantos passos conjuntos... e não existiu um qualquer momento em que sentisse que essas pisadas eram as mesmas, não houve situação alguma em que achasse que existiam realidades e valores pessoais que se perdessem... sempre tudo tão presente, o “eu” de cada um, e este “nós” que se criou! Sabes bem quem és tu, tal como eu sei quem sou eu... no entanto, construímos este Mundo comum, onde nenhum de nós se perdeu, mas nos perdemos juntos a cada momento...
Não há palavras, não o sei descrever... não posso chamar-lhe paixão, não posso chamar-lhe amor... apenas posso dizer que é algo tão nosso! Tão teu, tão meu... contigo sinto que não vou cair nesse poço fundo onde me perco e do qual não consigo sair... NÃO! Sinto que, a cada momento, encontro um pouco mais de mim, descubro mais e mais... e sinto que sentes o mesmo, o que me dá força e alento para viver esta bela estória!
Dás-me a mão com um vigor que me sinto segura... apertas o meu corpo contra o teu de uma forma que me sinto dominada... abraças-me com tamanha ternura que sinto uma paz que vez alguma senti, senão nos braços da minha mãe... beijas-me de uma forma tão forte que sinto todo o calor do teu corpo, no fogo que percorre o meu...
Tanto em simultâneo, tantas sensações, tantos sentimentos...
AGARRA-ME, não me largues... não quero sair deste sonho que és tu... Quero-te, desejo-te, dou-te a mão, partilho o ar contigo, caminho ao teu lado de olhos postos no percurso, sem cessar... alcanço-te, abraço-te, beijo-te, aperto-te... NÃO TE VOU LARGAR!
Quem és tu, ser maior?
12 Mai. 08
Uma resposta ao que "tu" escreveste, há algum tempo...
Todo o Homem que viveu
Escreveu
Todo o Homem que sonhou,
Chorou…
És diferente,
Faz-te sofrer
És sozinho na Sociedade
Obriga-te a viver
Viver só?
Jamais…
Há um Mundo à tua espera,
Uma sociedade por descobrir
Mil sorrisos que andam a encobrir…
Volta-te para o Mundo,
Ele não se volta para ti
Procuras incessantemente
Nadas contra a corrente…
Ela apanha-te, morres!
Não deixes…
Agarra-te ao teu Mundo e vive!
Ele será só teu,
Viverá p’ra ti…
Encontra-o, venera-o, consome-o…
Escreveu
Todo o Homem que sonhou,
Chorou…
És diferente,
Faz-te sofrer
És sozinho na Sociedade
Obriga-te a viver
Viver só?
Jamais…
Há um Mundo à tua espera,
Uma sociedade por descobrir
Mil sorrisos que andam a encobrir…
Volta-te para o Mundo,
Ele não se volta para ti
Procuras incessantemente
Nadas contra a corrente…
Ela apanha-te, morres!
Não deixes…
Agarra-te ao teu Mundo e vive!
Ele será só teu,
Viverá p’ra ti…
Encontra-o, venera-o, consome-o…
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Preso à forma fútil de gostar...

Gostar? O que é? Agradar aos sentidos? Olhar e gostar de ver? Gostar de tocar, de sentir? Gostar do cheiro e das sensações que tal indivíduo transmite? Gostar de ouvir, talvez… Gostar de alguma destas formas (ou todas elas) e poder saborear aquele gosto intenso e único… Há tantas formas de gostar, tantas formas de sentir, tantas formas de agradar…
Gosto de ti… e de ti… e mais de ti! De tantas formas diferentes, com tantas sensações distintas! Gosto de te escutar e a ti de tocar… sinto tanto com a tua presença, adoro os teus beijos e esse teu abraçar… o teu toque faz-me subir a um nível distinto… esse teu olhar profundo e confiante faz-me sentir segura e acompanhada…
Tantas pessoas que mencionei neste parágrafo, tantas formas de sentir apreço por alguém…
Descobrir de que forma gostamos, de que forma olhamos para cada uma das pessoas que nos rodeia… limitarmo-nos a andar na rua e a tentar perceber qual a sensação que cada pessoa que passa nos transmite… não nos prendermos apenas ao gostar simplesmente!
Gosto de ti… e de ti… e mais de ti! De tantas formas diferentes, com tantas sensações distintas! Gosto de te escutar e a ti de tocar… sinto tanto com a tua presença, adoro os teus beijos e esse teu abraçar… o teu toque faz-me subir a um nível distinto… esse teu olhar profundo e confiante faz-me sentir segura e acompanhada…
Tantas pessoas que mencionei neste parágrafo, tantas formas de sentir apreço por alguém…
Descobrir de que forma gostamos, de que forma olhamos para cada uma das pessoas que nos rodeia… limitarmo-nos a andar na rua e a tentar perceber qual a sensação que cada pessoa que passa nos transmite… não nos prendermos apenas ao gostar simplesmente!
Sensações desconexas...
domingo, 16 de novembro de 2008
A primeira [ambi]valência
Subscrever:
Comentários (Atom)


