domingo, 23 de novembro de 2008

Enquanto fumava aquele último cigarro... remember?

Fumo o últmo cigarro... sinto necessidade de escrever... rever o dia, fazer uma retrospectiva completa... do dia, da noite, de cada momento!
Centro-me na noite, centro-me em ti... oiço músicas que, habitualmente, soam enquanto te escuto a uma distância incalculável, uma distância não apenas física, uma distância que me quebra os movimentos, que impede as acções que o meu corpo pede...
Estou mais perto, sinto que te posso ver a cada impulso que a alma solicita... descubro “a casa onde posso adormecer”, descubro que este sentimento que surgiu, que evolui a cada instante é real... transforma-se num abraço, perde-se num beijo... sinto tantos arrepios quando me tocas! Que estranhas sensações que no meu corpo provocas... que estranho vício este que descobri! Desfoco todas as realidades que me circundam, apenas sinto a tua presença... Não me consigo centrar em qualquer outra realidade, apenas em ti! E que realidade és tu?! Não sei, não entendo, não compreendo... Todos estes passos comuns, tantas demonstrações de carinho, tantas partilhas de realidades... tantos passos conjuntos... e não existiu um qualquer momento em que sentisse que essas pisadas eram as mesmas, não houve situação alguma em que achasse que existiam realidades e valores pessoais que se perdessem... sempre tudo tão presente, o “eu” de cada um, e este “nós” que se criou! Sabes bem quem és tu, tal como eu sei quem sou eu... no entanto, construímos este Mundo comum, onde nenhum de nós se perdeu, mas nos perdemos juntos a cada momento...
Não há palavras, não o sei descrever... não posso chamar-lhe paixão, não posso chamar-lhe amor... apenas posso dizer que é algo tão nosso! Tão teu, tão meu... contigo sinto que não vou cair nesse poço fundo onde me perco e do qual não consigo sair... NÃO! Sinto que, a cada momento, encontro um pouco mais de mim, descubro mais e mais... e sinto que sentes o mesmo, o que me dá força e alento para viver esta bela estória!
Dás-me a mão com um vigor que me sinto segura... apertas o meu corpo contra o teu de uma forma que me sinto dominada... abraças-me com tamanha ternura que sinto uma paz que vez alguma senti, senão nos braços da minha mãe... beijas-me de uma forma tão forte que sinto todo o calor do teu corpo, no fogo que percorre o meu...
Tanto em simultâneo, tantas sensações, tantos sentimentos...
AGARRA-ME, não me largues... não quero sair deste sonho que és tu... Quero-te, desejo-te, dou-te a mão, partilho o ar contigo, caminho ao teu lado de olhos postos no percurso, sem cessar... alcanço-te, abraço-te, beijo-te, aperto-te... NÃO TE VOU LARGAR!
Quem és tu, ser maior?

12 Mai. 08

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